A Culpa é das Estrelas, ou melhor The Fault in Our Stars, foi um livro que eu li em 2012. Quando eu li esse livro, ele não era um sucesso nem nada. Eu tinha acabado de comprar o meu Kindle e eu queria começar a ler naquele exato momento. Entrei na livraria e comprei um livro do picks of the editor, sobre uma menina com câncer. Achei que iria ser legal variar um pouco depois de ler vários livros de ficção. Acabei o livro em alguns dias, sem derrubar uma lágrima. Não que eu não tenha me emocionado, só que eu não sou muito de chorar com livro.
Quando eu acabei eu queria muito conversar com alguém, mas eu não conhecia ninguém que tinha lido. Por causa disso com o tempo eu criei um pouco de ciúmes do livro, como se ele fosse só meu (garanto que algumas de vocês também fazem isso). E quando o livro estourou e todo mundo começou amar, e a internet ficou cheia de posers eu fiquei magoada. Parte de mim queria que o livro nunca tivesse feito sucesso e que eu ainda não tivesse ninguém pra conversar sobre.
Enfim deixando o meu drama de lado, eu acho que todo mundo conhece a história. Menina com câncer conhece menino que tinha câncer, se apaixonam mas ela é terminal e não quer magoar ele, porque ela vai eventualmente morrer. Heartbreaking. Mas não foi o câncer ou a tragédia digna de um livro do Nicholas Sparks que me fizeram amar o livro, foi a Hazel. Como ela lidava com a vida dela, como ela lidava com a morte, e como ela tinha aceito sua morte.
Me deu inveja. Não tenho câncer, sou saudável e não tenho nenhuma razão de achar que eu vou morrer em breve. Mas um dia eu vou, todo mundo vai. Pode ser hoje, amanhã ou daqui 90 anos, mas eu queria aceitar isso. As vezes a gente vive como se fosse viver pra sempre, a gente não aproveita o tempo, a gente quer fazer nada. A Hazel sabe que o tempo dela nesse mundo é valioso, ela dá valor pra ele, do mesmo jeito que eu queria dar valor ao meu.
Mas o que é mais impressionante é que mesmo sabendo valorizar o seu tempo, ela não é neurada. Ela assisti reality shows, e vai pra faculdade, e faz coisas simples que deixaram ela, relativamente, feliz. Ela aceita quem ela é, mesmo com a doença dela, e eu não consigo me aceitar mesmo sendo saudável. Ela se preocupa com quem ela vai deixar pra traz mais do que ela se preocupa com ela mesma.
Indo contra todas as fãs, eu não sou a maior fã do Augustus, simplesmente porque para mim ele não parece uma pessoa de verdade. Claro que se um desses batesse na minha porta eu não recusaria. Mas o problema é que não existe Augustus por ia. Ninguém faz metáforas assim, ninguém é tão romântico, ninguém se preocupa tão pouco consigo mesmo que está disposto a perder o amor da sua vida e o mais importante ninguém é tudo isso junto.
Eu assisti o filme ontem a noite e eu gostei muito. Claro que o livro é melhor, como sempre. Mas eu achei o filme muito bem feitinho. Amei como eles não simplesmente cortaram os pensamentos de Hazel, amei como eles lidaram com os e-mails e as mensagens. A fotografia do filme era linda. E é claro de sair todo mundo chorando da sala de cinema. O filme entrou em cartaz dia 6 de Junho aqui no Brasil.
Vocês já assistiram o filme? Quantas caixinhas de lenços foram usadas?
.jpg)






